Domingo, 9 de abril de 2017 às 22:58 em Novidades
MEC retira “questão de gênero” da base curricular

MEC retira “questão de gênero” da base curricular

Bancada evangélica acredita ter influenciado decisão


MEC retira "questão de gênero" da base curricular

A Frente Parlamentar Evangélica fez uma visita ao presidente Michel Temer no Palácio do Planalto horas antes de o MEC (Ministério da Educação) divulgar o documento que retira as expressões “identidade de gênero” e “orientação sexual” da base nacional curricular.

 

Para os representantes da bancada, eles conseguiram convencer o presidente da República o quão “absurda” era “a pedagogia que busca impor uma teoria com base sociológica que desconsidera a realidade biológica das crianças e adolescentes”.

Esse é o teor do ofício entregue em mãos a Temer, que vinha assinado pelos presidentes das frentes evangélica e da família, Hidezaku Takayama (PSC/PR) e Alan Rick (PRB/AC), além do vice-presidente da bancada católica, deputado Flavinho (PSB­SP).


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Foram entregues ainda outros documentos, que mostram sua contrariedade a temas como  aborto, legalização das drogas e uma resolução sobre o uso de banheiros pelos transgêneros.

 

Pouco debatida no Brasil e aprovada ainda no governo Dilma, a resolução forçaria as escolas a deixar “que a pessoa use o banheiro que desejar”. Assim, um transexual poderia usar o toalete feminino sem ser vítima de “discriminação”.

O MEC realmente fez alterações no texto da nova versão do base nacional, que define o que os alunos precisam aprender da creche ao ensino médio. Ele serve como parâmetro para que  redes e escolas estabeleçam seus currículos. Foram retiradas as menções que envolvem  “identidade de gênero” e “orientação sexual”, algo que apareciam em versões anteriores do projeto.

 

O MEC emitiu nota onde afirma que o texto “passou por ajustes finais de editoração/redação que identificaram redundâncias”.

Quatro deputados que fizeram parte da visita dos evangélicos a Temer disseram à Folha de São Paulo que o presidente concordava com eles, mas que aquelas eram posições pessoais, não a voz do Executivo.

Nos últimos dias ele se mostrou contrário a legalização do aborto, assunto que tramita no STF. Oficialmente, o governo não acredita na necessidade de mudanças na lei em vigor no país.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, teria se encontrado com os deputados das frentes evangélica e da família, e teria mostrado “sensibilidade” à demanda dos religiosos.

Alan Rick, ligado à Igreja Batista, diz que foi uma vitória contra o “apagão” ideológico.

“Defendo os princípios que a sociedade me cobra. Os pais não querem ver seus filhos doutrinados. Falam pra mim: ‘Deputado, meu filho vai à escola para aprender matemática, português, não para ser ensinado que ele pode ter vários gêneros’. Falam que existe mais de cem gêneros. Isso é uma loucura!” , sublinhou.

 

 

https://noticias.gospelprime.com.br/mec-retira-questao-de-genero-da-base-curricular/

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